Transformação Digital e Sustentabilidade
Transformação Digital e Sustentabilidade
A coluna do Programa de Pós-graduação em Administração da Unifesp
Por PPGA - Programa de Pós-graduação em Administração (coordenação da coluna: Profa. Taís Andreoli)
O Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) está vinculado ao Departamento Acadêmico de Administração da Unifesp, Campus Osasco, tendo como área de concentração a Transformação Digital e Sustentabilidade nas Organizações e Sociedade.
Toda quarta-feira na Rádio Silva, às 16h
As colunas e artigos de opinião publicados pela Rádio Silva refletem exclusivamente o ponto de vista de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião ou a linha editorial da rádio ou da Unifesp.
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Exibido em 23/09/2026
Por Luisa Veras de Sandes Guimarães (PPGA)
Neste episódio, a professora Luisa Guimarães reflete sobre como se mede o impacto da pós-graduação e da pesquisa científica fora da universidade.
A docente aponta que, embora a Capes busque avaliar a transformação social, os relatórios e indicadores continuam focados prioritariamente na produtividade de artigos e volumes, medindo apenas o que é fácil de contar, em vez de avaliar os benefícios reais e o contexto das mudanças geradas.
A partir da área de Administração, porém, gerir impacto exige definir preventivamente a transformação desejada, utilizar indicadores consistentes para redirecionar projetos e contar com apoio institucional. Utilizando a metáfora do futebol, a coluna ressalta que a produção científica precisa ser devidamente enxergada e avaliada por métricas adequadas para que seu real valor para a sociedade seja reconhecido.
Exibido em 16/09/2026
Por Ahmed El Khatib (PPGA)
Neste episódio apresentado pelo professor Ahmed El Khatib, conheça o conceito de sustentabilidade para além da dimensão ambiental.
A sustentabilidade consiste em atender às necessidades do presente sem comprometer o futuro, o que exige um equilíbrio entre três pilares fundamentais:
Ambiental: Focado no uso responsável dos recursos naturais, redução de emissões e preservação da biodiversidade;
Social: Voltado para condições dignas de trabalho, saúde, educação, inclusão e redução de desigualdades;
Econômico: Essencial para garantir a viabilidade financeira e a geração contínua de recursos no longo prazo.
Essas três dimensões são interdependentes e qualquer tomada de decisão estratégica deve avaliar os impactos econômicos, sociais e ambientais de forma integrada.
Exibido em 09/09/2026
Por Bolivar Godinho de Oliveira Filho (PPGA)
Neste episódio, o professor Bolívar Godinho apresenta o conceito de finanças sustentáveis, explicando como as finanças corporativas tradicionais evoluíram para integrar critérios ESG nas decisões estratégicas de uma empresa. Ele detalha as três principais decisões financeiras executadas por administradores: onde investir (garantindo retorno para pagar o custo de capital e gerar valor), como captar recursos e como distribuir os lucros obtidos aos acionistas ou reinvesti-los no negócio.
A inovação das finanças sustentáveis ganha destaque na etapa de captação, em que as empresas conseguem recursos a custos menores por meio da emissão de títulos verdes (green bonds). Esses títulos são destinados a financiar projetos com benefícios ambientais, como energia renovável, eficiência energética, tratamento de resíduos e transporte de baixo carbono, o que reduz o custo de capital e viabiliza novos investimentos. Assim, incorporar a sustentabilidade à gestão financeira é essencial para garantir a viabilidade, a rentabilidade e a continuidade das organizações.
Exibido em 02/09/2026
Por Kumiko Oshio Kissimoto (PPGA)
Este episódio aborda o conceito de Economia Circular, um modelo de produção regenerativo que busca estender a vida útil de produtos e materiais, minimizando a extração de matérias-primas e a geração de resíduos. O conceito se baseia em três princípios: eliminar poluição/resíduos na origem, manter produtos em uso prolongado e regenerar sistemas naturais.
Na prática, empresas como a Patagonia (EUA) aplicam a lógica ao incentivar a reciclagem e revenda de itens usados, enquanto a B.O.B remove o uso de plástico ao produzir cosméticos em barra. A colunista ressalta a necessidade de contínuas pesquisas para viabilizar novos materiais e modelos de negócios sustentáveis.
Exibido em 26/08/2026
Por Thaís Andreoli (PPGA)
O episódio discute a prática de greenwashing nas empresas. Com a sustentabilidade em alta, algumas organizações apelam a um opportunismo de mercado, promovendo uma maquiagem verde em seus produtos e marcas para atrair consumidores sem mudar suas práticas reais.
Trata-se de uma estratégia deliberada para enganar, gerando uma grande discrepância entre o discurso e a atuação. A falta de regulamentações eficazes alimenta um ciclo vicioso de proliferação do greenwashing. Para combater esse cenário, a colunista reforça a necessidade de uma governança organizacional sólida (ESG) e da conscientização dos consumidores, que devem se informar para premiar empresas responsáveis e punir as que agem de má-fé, evitando a banalização do valor sustentável.
Exibido em 19/08/2026
Por Regina de Camargo Barros (PPGA)
O episódio trata do papel estratégico e transformador da sustentabilidade no contexto das organizações contemporâneas, destacando como as instituições precisam ir além da busca exclusiva pelo lucro. A discussão enfatiza a necessidade de integrar práticas socioambientais à gestão corporativa, mostrando que a adoção de compromissos éticos e o respeito aos limites do meio ambiente tornaram-se fundamentais para a perpetuidade e reputação das marcas no mercado.
Além disso, a coluna problematiza os desafios enfrentados pelas empresas para implementar uma governança verdadeiramente sustentável em suas operações do dia a dia. O conteúdo reforça que a sustentabilidade organizacional não deve ser vista como mero discurso de conformidade, mas sim como um vetor contínuo de inovação, responsabilidade social e valorização das relações com a comunidade e demais stakeholders.
Exibido em 12/08/2026
Por Durval Lucas Júnior (PPGA)
Neste episódio da coluna Transformação Digital e Sustentabilidade, o professor Durval Lucas apresenta os cinco fatores críticos de sucesso para qualquer projeto de transformação digital nas empresas. O primeiro fator reúne as tecnologias digitais em si, como hardwares e softwares. O segundo engloba as capacidades digitais das pessoas, que precisam estar preparadas para extrair o melhor dessas ferramentas na prática.
Os outros três elementos focam na gestão e nas conexões do negócio. O terceiro e o quarto fatores são a definição da estratégia organizacional e do modelo de negócio, garantindo que o uso da tecnologia tenha um objetivo claro para gerar valor e receita. Por fim, o quinto ponto aborda a cadeia de valor, ressaltando que a integração tecnológica entre fornecedores e clientes torna os processos mais ágeis, reduz custos e eleva a competitividade da empresa.
Exibido em 05/08/2026
Por Cláudia Terezinha Kniess (PPGA)
A coluna de hoje marca o início de uma série de conteúdos relacionados à transformação digital e sustentabilidade nas Organizações e Sociedade, que representam a área de concentração do Programa de Pós-graduação em Administração da Unifesp. Eu sou a Cláudia Kniess, docente e coordenadora do PPGA-TSO. Esse é o tema da coluna de hoje.
A transformação digital tem modificado profundamente a forma como as organizações funcionam, tomam decisões, desenvolvem produtos e serviços e se relacionam com a sociedade. Mais do que adotar novas tecnologias, transformar digitalmente significa repensar processos, modelos de gestão, estratégias e formas de gerar valor. Da mesma maneira, a sustentabilidade não se limita à preservação ambiental. Ela também envolve dimensões econômicas, sociais e institucionais. Uma organização sustentável deve buscar eficiência e desempenho, mas também responsabilidade ambiental, inclusão social, transparência e compromisso com os impactos de suas atividades.
Nesse contexto, a transformação digital e a sustentabilidade estão cada vez mais conectadas. Tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas, computação em nuvem, automação e análise de dados podem contribuir para o uso mais eficiente dos recursos, a redução de desperdícios, o monitoramento de impactos e o desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades das organizações e da sociedade. No entanto, a adoção de tecnologias não produz resultados sustentáveis automaticamente. A própria transformação digital pode gerar novos desafios. Por isso, essas decisões precisam estar alinhadas aos objetivos estratégicos e aos compromissos de sustentabilidade das organizações. Não basta avaliar apenas o retorno financeiro de uma solução. Também é necessário considerar seus efeitos sobre as pessoas, o meio ambiente, os processos internos e a sociedade. A liderança exerce um papel fundamental nesse processo. Cabe aos gestores promover uma cultura de inovação responsável, preparar as equipes para as mudanças e estabelecer critérios claros para a adoção e a avaliação de novas tecnologias.
A transformação digital orientada à sustentabilidade exige planejamento, governança, participação e responsabilidade. Para as organizações, essa integração representa uma oportunidade de inovar com propósito. Para a sociedade, representa a possibilidade de utilizar o conhecimento e a tecnologia na construção de soluções mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. Portanto, a transformação digital e a sustentabilidade não devem ser tratadas como agendas separadas. Quando articuladas, elas podem contribuir para novos modelos de gestão, produção e desenvolvimento social. O verdadeiro avanço não está apenas em criar tecnologias mais sofisticadas, mas em utilizar essas tecnologias de forma ética, responsável e comprometida com a melhoria das organizações e da sociedade. Aproveito para destacar a contribuição do PPGA-TSO da Unifesp na formação e qualificação de talentos humanos envolvendo essa temática.