Transformação Digital e Sustentabilidade
Transformação Digital e Sustentabilidade
A coluna do Programa de Pós-graduação em Administração da Unifesp
Por PPGA - Programa de Pós-graduação em Administração (coordenação da coluna: Profa. Taís Andreoli)
O Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) está vinculado ao Departamento Acadêmico de Administração da Unifesp, Campus Osasco, tendo como área de concentração a Transformação Digital e Sustentabilidade nas Organizações e Sociedade.
Toda quarta-feira na Rádio Silva, às 16h
As colunas e artigos de opinião publicados pela Rádio Silva refletem exclusivamente o ponto de vista de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião ou a linha editorial da rádio ou da Unifesp.
Exibido em 05/08/2026
Por Cláudia Terezinha Kniess (PPGA)
A coluna de hoje marca o início de uma série de conteúdos relacionados à transformação digital e sustentabilidade nas Organizações e Sociedade, que representam a área de concentração do Programa de Pós-graduação em Administração da Unifesp. Eu sou a Cláudia Kniess, docente e coordenadora do PPGA-TSO. Esse é o tema da coluna de hoje.
A transformação digital tem modificado profundamente a forma como as organizações funcionam, tomam decisões, desenvolvem produtos e serviços e se relacionam com a sociedade. Mais do que adotar novas tecnologias, transformar digitalmente significa repensar processos, modelos de gestão, estratégias e formas de gerar valor. Da mesma maneira, a sustentabilidade não se limita à preservação ambiental. Ela também envolve dimensões econômicas, sociais e institucionais. Uma organização sustentável deve buscar eficiência e desempenho, mas também responsabilidade ambiental, inclusão social, transparência e compromisso com os impactos de suas atividades.
Nesse contexto, a transformação digital e a sustentabilidade estão cada vez mais conectadas. Tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas, computação em nuvem, automação e análise de dados podem contribuir para o uso mais eficiente dos recursos, a redução de desperdícios, o monitoramento de impactos e o desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades das organizações e da sociedade. No entanto, a adoção de tecnologias não produz resultados sustentáveis automaticamente. A própria transformação digital pode gerar novos desafios. Por isso, essas decisões precisam estar alinhadas aos objetivos estratégicos e aos compromissos de sustentabilidade das organizações. Não basta avaliar apenas o retorno financeiro de uma solução. Também é necessário considerar seus efeitos sobre as pessoas, o meio ambiente, os processos internos e a sociedade. A liderança exerce um papel fundamental nesse processo. Cabe aos gestores promover uma cultura de inovação responsável, preparar as equipes para as mudanças e estabelecer critérios claros para a adoção e a avaliação de novas tecnologias.
A transformação digital orientada à sustentabilidade exige planejamento, governança, participação e responsabilidade. Para as organizações, essa integração representa uma oportunidade de inovar com propósito. Para a sociedade, representa a possibilidade de utilizar o conhecimento e a tecnologia na construção de soluções mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. Portanto, a transformação digital e a sustentabilidade não devem ser tratadas como agendas separadas. Quando articuladas, elas podem contribuir para novos modelos de gestão, produção e desenvolvimento social. O verdadeiro avanço não está apenas em criar tecnologias mais sofisticadas, mas em utilizar essas tecnologias de forma ética, responsável e comprometida com a melhoria das organizações e da sociedade. Aproveito para destacar a contribuição do PPGA-TSO da Unifesp na formação e qualificação de talentos humanos envolvendo essa temática.