Tecnodiversidades
Tecnodiversidades
Artes e tecnologias na Unifesp
Por Ana Avelar e Ana Hoffmann
Ana Avelar é professora do Departamento de História da Arte da Unifesp. Sua pesquisa explora como tecnologias digitais e inteligência artificial transformam a curadoria, os museus e a circulação da arte.
Ana Hoffmann é professora do Departamento de História da Arte da Unifesp e pesquisadora da história dos museus e das exposições. Desenvolve pesquisas sobre instituições museológicas, crítica de arte e história da arte moderna no Brasil.
Quinzenalmente, às terças-feiras na Rádio Silva, às 16h
As colunas e artigos de opinião publicados pela Rádio Silva refletem exclusivamente o ponto de vista de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião ou a linha editorial da rádio ou da Unifesp.
Neste primeiro episódio, conheça o podcast do Programa de Extensão Tecnodiversidades, Artes e Tecnologias, vinculado ao Campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O projeto busca aproximar a universidade e a sociedade por meio de exposições, formação de acervo, debates e encontros virtuais que discutem as artes sob uma perspectiva decolonial e contracolonial. A proposta é atuar de forma colaborativa com a comunidade externa, estimulando a troca de saberes entre artistas, educadores e coletivos culturais.
A iniciativa propõe um conceito ampliado de tecnologia, que engloba desde a inteligência artificial, redes sociais e mídias imersivas até práticas ancestrais e manuais, como a tecelagem, a cerâmica e a pintura. Ao questionar a visão eurocêntrica que coloca o modelo ocidental como padrão único, o projeto valoriza conhecimentos tradicionais, tratando fazeres como a cestaria indígena e os cantos rituais como sistemas tecnológicos completos de memória e organização social.
A estrutura conceitual do programa é dividida em três pilares fundamentais. O primeiro é a decolonialidade, que busca desconstruir hierarquias para dar visibilidade a saberes historicamente silenciados nas artes e na academia. O segundo é a tecnodiversidade, inspirada em reflexões filosóficas sobre múltiplos modos de produção técnica ao redor do mundo. E o terceiro pilar enxerga a curadoria como um processo amplo de gestão, circulação e preservação do conhecimento, articulando plataformas, infraestruturas e dados em diálogo constante com a sociedade.
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